Estado atual da Ablação Septal com Álcool (ASA) e da Miectomia Cirúrgica (MC) no tratamento da Cardiomiopatia Hipertrófica Obstrutiva (CHO) através de Metanálise recente.

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A Cardiomiopatia Hipertrófica Obstrutiva é uma condição genética cardíaca comum e incide em 0,2% da população sendo causa de incapacitação em número expressivo de pacientes. Nos casos de refratariedade ao tratamento clínico, duas opções “invasivas” se impõem. A primeira se faz através de cateterismo na sala de hemodinâmica e consiste na ablação ou exclusão da parte do septo que impede a passagem de sangue do ventrículo esquerdo para a aorta. Para isto, é infundido álcool absoluto na artéria que nutre a porção anormal do septo interventricular. Isto provoca a sua oclusão e subsequente adelgaçamento septal por isquemia, é o que se denomina de “infarto do miocárdio terapêutico”. A outra opção é a cirúrgica, com abertura do tórax, emprego de circulação extracorpórea e retirada da porção septal anormalmente hipertrofiada. Foi realizada uma pesquisa abrangente de três grandes bancos de dados, sendo incluídos estudos originais, comparando os dados sobre a ASA e MC, e de 1.143 citações, 10 estudos foram incluídos na análise. A conclusão da metanálise é de que não houve diferenças significativas nos resultados entre as duas alternativas no que diz respeito a alívio dos sintomas e mortalidade cardíaca ou de outras causas. A ASA é bem menos invasiva e traumática. O ICTCor foi um dos pioneiros do método no Brasil. O primeiro procedimento foi realizado dia 29/06/1998, com sucesso.


Publicado no site da SBCI (Sociedade Brasileira de Cardiologia Intervencionista) no mês de Agosto de 2016.

Título do artigo original: A Meta-Analysis of Current Status of Alcohol Septal Ablation and Surgical Myectomy for Obstructive Hypertrophic Cardiomyopathy

Referência: Catheterization and Cardiovascular Interventions. DOI: 10.1002/ccd.26293

Autor do artigo original: Kuljit Singh, MD