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A importância da Cardio-oncologia

O Câncer só é superado pelas doenças do coração como principal causa de morte no mundo. Nas décadas recentes inúmeros foram os avanços no tratamento do Câncer que mudaram radicalmente o seu prognóstico. Estima-se que existam mais de 20milhões de sobreviventes de câncer na Europa e Estados Unidos, número inimaginável até poucos anos atrás. No entanto, este fato associado ao aumento da longevidade da população em geral, aumentou a incidência dos efeitos colaterais do seu tratamento sobre o aparelho cardiovascular, principalmente quando existe história prévia de doença cardíaca.

Ultimamente, o paciente com Câncer passou a ser visto como portador de doença crônica com intercorrências agudas e com maior repercussão as relacionadas ao aparelho cardiovascular. Em função disto, surgiu e rapidamente cresceu a Cardio-oncologia como especialidade médica pois os efeitos colaterais da terapêutica mais agressiva do câncer aumentaram em muito tanto a incidência quanto a complexidade dos efeitos colaterais cardiovasculares do tratamento. Neste sentido, o destaque é para a radioterapia e a quimioterapia que se destinam a atuar sobre as células tumorais, mas em muitos casos, danificam células saudáveis do músculo cardíaco (miocárdio) ou da membrana que reveste o coração (pericárdio).

É fundamental que os Oncologistas tenham em mente que uma atuação conjunta com o cardiologista pode perfeitamente prevenir estes efeitos colaterais, que podem matar os pacientes. Os Cardiologistas também têm que se empenhar mais pois realmente sua experiência pode determinar radicalmente o prognóstico destes pacientes. Com o objetivo de difundir as recomendações práticas para acompanhamento destes pacientes, antes durante e após o tratamento do Câncer, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) em conjunto com a Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc) elaboraram as Diretrizes de Cardio-oncologia que são inéditas no mundo. Estas Diretrizes são protocolos a serem seguidos por oncologistas no tratamento de pacientes com maior risco de desenvolver doença cardiovascular e que indicariam um tratamento conjunto com Cardiologista ou a revisão do esquema terapêutico para tratar o tumor.

Neste universo de pacientes, se destacam os pacientes com maior probabilidade de desenvolver doença cardiovascular como os hipertensos e com níveis de colesterol elevado. Neste grupo se incluiria as pessoas com hábitos de vida pouco saudáveis como os tabagistas, obesos e sedentários. Os quimioterápicos da família das antraciclinas são o destaque em relação à cardiotoxicidade e que são empregadas no tratamento de certos tipos de câncer de mama e linfomas. Além da cardiotoxicidade das terapias, a imobilidade no leito, o aumento da atividade inflamatória e as alterações de coagulação, condições comuns no paciente com câncer, também estão relacionados ao maior risco de desenvolver hipertensão, insuficiência cardíaca e doença coronariana. Na nossa opinião, é fundamental que o cardiologista seja ouvido na definição do tratamento oncológico, principalmente quando for cardiopata ou participar de grupo de risco de desenvolver cardiopatia.

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